sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Saudade

Sorrias.

Deus,
Que saudade
Do Brilho dos teus olhos.

Sorrias.

Que saudade
Do calor da tua pele.

Menina mulher,
Mulher amante.

Que saudade,
Que saudade de ti.

Cravo ...




Parti um dia sem mágoa,
Sem olhar o que deixava.
Não vi olhos rasos de água,
Nem um cravo que murchava.

Cravo terno, sofredor,
Que deixei mas não esqueci.
E murchou, perdeu a cor,
No instante em que parti.

Desterrado na lonjura,
Por vontade de quem sou,
Sinto o canto da saudade.

E na noite fria, escura,
O meu cravo que murchou,
É um grito de amizade.



Funchal, Fevereiro 1980.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vazio...

Vazio...

Ausência de ser...

Vida sem sentido,
Sentido sem vida...

Em vão te busco no silêncio,
Em vão procuro o teu olhar.

Vazio...

Olho mas não vejo...
Toco mas não sinto.

Vazio...
Ausência triste...
Tristeza que persiste.

Vazio...

A dor existe...
Partiste.