Num sereno murmurar.
Beija Coimbra em sossego,
À Figueira vai parar.
Por entre montes e vales,
Vão correndo tuas águas,
Lavando nelas meus males,Nelas deixo minhas mágoas.
Desde a Estrela ao Choupalinho,
Do Choupal até à Foz,
Vai Mondego de mansinho,
Deixa ouvir a tua voz.
Nesta capa de estudante,
Em que a tricana se embrulhou,
Vejo a lua cor de prata.
És Coimbra aquela amante,
Que o meu coração tomou,
No cantar da serenata.
Silvino Salgueiro 27/11/2011

