quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mondego

Desce da serra o Mondego,
Num sereno murmurar.
Beija Coimbra em sossego,
À Figueira vai parar.

Por entre montes e vales,
Vão correndo tuas águas,
Lavando nelas meus males,
Nelas deixo minhas mágoas.

Desde a Estrela ao Choupalinho,
Do Choupal até à Foz,
Vai Mondego de mansinho,
Deixa ouvir a tua voz.

Nesta capa de estudante,
Em que a tricana se embrulhou,
Vejo a lua cor de prata.

És Coimbra aquela amante,
Que o meu coração tomou,
No cantar da serenata.

Silvino Salgueiro 27/11/2011

2 comentários:

  1. Agora só falta musicar e deixar que trinem as guitarras numa noite de Maio, com as capas negras a adejar no Largo da Sé Velha.
    Força. E viva Coimbra, terra que não esqueço.

    Paulo Alves
    Beja

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  2. Concordo, daria uma bela canção de Coimbra:) Não ficaria mal ouvir-se cantar nas escadas da Sé Velha :)

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