quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Eu

Olho o negro firmamento
E fito a imensidão do espaço,
Pontilhado de luzeiros brilhantes e trémulos,
E em cada um deles vejo um sonho.

Olho o horizonte ao longe
E percorro o mar azul imenso,
Pintalgado de branco em cada vaga,
E em cada onda revolta vejo um sorriso.

Deixo afundar o pensamento,
Na escuridão da mente em sobressalto,
E no silêncio da noite tensa,
Sinto a vida fervilhar em mim.

Qual fénix renascida,
Sinto-me fremente.

Sinto o prazer da vida.

O tremor do vento.

O fluir do sonho.

O sabor de ser.

Eu.

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