sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cravo ...




Parti um dia sem mágoa,
Sem olhar o que deixava.
Não vi olhos rasos de água,
Nem um cravo que murchava.

Cravo terno, sofredor,
Que deixei mas não esqueci.
E murchou, perdeu a cor,
No instante em que parti.

Desterrado na lonjura,
Por vontade de quem sou,
Sinto o canto da saudade.

E na noite fria, escura,
O meu cravo que murchou,
É um grito de amizade.



Funchal, Fevereiro 1980.

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