Parti um dia sem mágoa,
Não vi olhos rasos de água,
Nem um cravo que murchava.
Cravo terno, sofredor,
Que deixei mas não esqueci.
E murchou, perdeu a cor,
No instante em que parti.
Desterrado na lonjura,
Por vontade de quem sou,
Sinto o canto da saudade.
E na noite fria, escura,
E na noite fria, escura,
O meu cravo que murchou,
É um grito de amizade.
Funchal, Fevereiro 1980.

Lindo. Sentido.
ResponderEliminarLurdes Silva