quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Objectivo: Felicidade


Mais do que pedras, paus, palmadas ou palavras mal dirigidas, a indiferença magoa.
Magoa duma forma profunda.
Violenta.
Doi que se farta.
Atinge-nos no mais profundo do nosso ser.
Mais do que a sorte, o azar que nos persegue faz-nos desanimar, abater, perder a vontade de resistir.
Mais do que um amor ausente, a solidão crava na alma as suas garras e rasga-nos sem piedade.
Mas quem foi que disse que a vida era fácil?
É verdadeiramente um mar de rosas.
Com a beleza impar da flor e a agrura dos espinhos.
Hoje, mais do que nunca, um único objectivo na vida.
Ser feliz.
Passo a passo, devagarinho, mas em direcção á felicidade que teima em fugir-me.
Desta vez, não deixarei que se escape.
Chega de ter sempre o diabo atrás da minha porta.
De hoje em diante, não tem mais porta atrás da qual se esconda.
Arranquei-a da minha vida em definitivo.
Se o diabo vier,
Não tem onde se esconda.
Porque eu não deixo.
Porque eu não quero.
E o meu querer é soberano.


Coimbra, 31 de Agosto de 2011
Silvino Salgueiro

3 comentários:

  1. Gostava de saber exprimkir assim o que me vai na alma. Como não sei faze-lo, faço minhas as tuas palavras e vou partilhar com outros estes pensamentos lindos. Adoro o que escreves amigo. Continua a brindar-nos com a tua escrita poética.

    Isabel Morais
    Moscavide

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  2. Palavras sábias. Sentidas. Vou partilhar.

    Ana Rodrigues

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  3. Palavras sentidas. Vou roubar e partilhar.

    Paula Barroso

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